Do teatro em Rio Bonito e Tanguá às telas verticais que já conquistam fãs em outros países, o artista transforma histórias em encontros — e segue descobrindo novos caminhos para emocionar. Há quem descubra a arte em algum momento da vida. Para Diogo Brandão, ela parece ter estado ali desde sempre. “Minha relação com a arte é tão antiga que não lembro de um ‘eu’ que não fosse artista”, conta. O primeiro contato com o teatro aconteceu aos 10 anos, inicialmente para melhorar a dicção. Mas o que começou como exercício logo se tornou paixão e, com o tempo, uma certeza sobre quem ele era. Aos 11, Diogo ingressou no projeto sociocultural Lona na Lua, apoiado pelo Criança Esperança e presente em Rio Bonito e Tanguá, cidades onde nasceu. Por meio da dança, da música, do clown e da atuação, o projeto ampliou seus horizontes e mostrou que a arte vai muito além do entretenimento. Ali, ele aprendeu sobre disciplina, respeito ao palco e consideração pelo público. Seu primeiro grande papel veio aos 12 anos: Chicó, em O Auto da Compadecida. O espetáculo ultrapassou as fronteiras da pequena cidade e chegou a municípios do estado, levando leveza, risadas e teatro a novos públicos. Para Diogo, aquela experiência confirmou algo que já começava a sentir: ser artista não era apenas uma vontade passageira. Era parte de sua identidade. No ano seguinte, veio um desafio bem diferente. Em Retalhos de Romeu e Julieta, uma adaptação do clássico de Shakespeare, as famílias da história eram retratadas como catadoras de lixo e trabalhadoras da reciclagem. Diogo interpretava um dos irmãos de Julieta um personagem excêntrico, profundamente ligado a uma cabeça de manequim que considerava a pessoa mais importante de seu mundo. Quando a cabeça era roubada, o personagem mergulhava no desespero: gritava com a plateia, chorava e sentia que tudo havia desmoronado. A experiência levou o jovem ator para além da comédia e o aproximou do drama. “Saí da minha zona de conforto e adentrei no drama, que, obviamente, me apaixonei perdidamente”, relembra. Mais tarde, já em Niterói, Diogo decidiu aprofundar sua formação e estudar interpretação para televisão e cinema. Nesse percurso, teve aulas com nomes como Ivana Chubbuck, Ricardo Cônti, Heitor Martinez, Marco Rodrigo, Gustavo Pace e Andrea Avancini, além de outros profissionais ligados à teledramaturgia. Agora, ele vive uma nova etapa: colocar sua arte em circulação e alcançar o público por meio dos vídeos verticais. Em um cenário em que o consumo de conteúdo migrou das grandes telas para as telas dos celulares, criar histórias em formatos breves se tornou um desafio e também uma oportunidade de experimentar. Seu objetivo é tocar as pessoas com situações reconhecíveis e mensagens que ofereçam algum conforto. Para Diogo, a arte depende desse encontro: “Arte não existe sem conexão, e o artista não existe sem o público.” A resposta já começa a chegar de lugares inesperados. Seus vídeos têm atravessado barreiras linguísticas, e, nos últimos dias, ele recebeu mensagens de fãs iranianos, uma surpresa que conta com bom humor e entusiasmo. Afinal, como ele mesmo diz, gosta de se imaginar como uma estrela internacional em ascensão. Manter o humor e o otimismo, acredita, também faz parte dessa carreira.
A arte sempre esteve presente
Chicó: o papel que confirmou uma vocação
Aos 12 anos, Diogo recebeu seu primeiro grande papel: Chicó, em O Auto da Compadecida. O espetáculo conquistou o público e levou o grupo para além de sua cidade, circulando por municípios do estado e espalhando humor, leveza e teatro.
Histórias curtas, conexões que chegam longe
Diogo decidiu colocar sua arte em prática e apresentá-la ao mundo. Com o público consumindo cada vez mais conteúdo nas telas dos celulares, ele passou a explorar os vídeos verticais, um formato breve que exige criatividade e precisão, mas oferece novas maneiras de contar histórias. Seu objetivo é criar situações com as quais as pessoas possam se identificar e que transmitam uma mensagem de conforto. Para ele, a arte depende do encontro entre quem conta e quem assiste: “Arte não existe sem conexão, e o artista não existe sem o público.”
Considerações Finais,
Gostaria de fazer um agradecimento especial a um grande amigo, ator e diretor, Ricardo Rodriguez, que embarcou nessa jornada comigo, trazendo sua visão e conhecimento a esse projeto. Do fundo do meu coração, muito obrigado.

