A vida é feita de encontros, escolhas e aprendizados. Para Mãe Simone de Oyá, essa percepção se traduz em uma maneira de olhar para as relações humanas com atenção e responsabilidade. Suas palavras trazem um princípio simples, mas profundo: aquilo que oferecemos ao mundo também faz parte da realidade que ajudamos a construir. Candomblecista, espiritualista, escritora e amiga ouvinte, ela reúne diferentes formas de expressão e presença. A espiritualidade está entre as referências de sua caminhada; a escrita permite compartilhar reflexões; e a escuta aparece como um gesto de acolhimento, capaz de tornar uma conversa mais humana e significativa.

Uma caminhada guiada pela espiritualidade

A escuta como forma de acolhimento

Nem sempre quem procura uma conversa precisa de uma resposta imediata. Às vezes, precisa encontrar espaço para falar, organizar os pensamentos e sentir que está sendo ouvido. É nesse lugar que a postura de amiga ouvinte ganha significado. Escutar com atenção é reconhecer que cada pessoa tem sua própria história. É oferecer presença sem julgamento e compreender que uma palavra dita com cuidado pode ajudar alguém a se sentir menos só. Esse acolhimento, feito de disponibilidade e respeito, também é uma maneira de fortalecer os vínculos entre as pessoas.

A escrita como expressão e partilha

A escrita permite transformar ideias e sentimentos em palavras. Para quem escreve, cada texto pode ser uma forma de organizar aquilo que observa, sente e deseja comunicar. Para quem lê, pode abrir novas perguntas, provocar identificação ou oferecer uma pausa para refletir. Como escritora, Mãe Simone encontra nessa linguagem mais um caminho para expressar suas ideias. A palavra escrita pode aproximar pessoas e levar uma mensagem para além de uma conversa individual, convidando cada leitor a encontrar seus próprios sentidos.

“Toda ação gera uma reação. Não faça ao próximo o que não deseja para si, pois a colheita é exatamente proporcional ao que plantamos.”

Nesse lema, Mãe Simone de Oyá reúne uma visão de responsabilidade e reciprocidade. A imagem da colheita lembra que as escolhas cotidianas deixam marcas: no modo como tratamos os outros, nas palavras que usamos e na atenção que dedicamos às relações. A mensagem não se limita a grandes decisões. Ela também está nos gestos simples: respeitar limites, agir com honestidade, oferecer ajuda quando possível e pensar nas consequências antes de agir. São atitudes que contribuem para relações mais cuidadosas e para uma convivência baseada no respeito mútuo.

FLIX MAGAZINE · HISTÓRIAS QUE MERECEM PERMANECER